domingo, 9 de outubro de 2011


Os Maus Inquilinos




Ouçam outra parábola: Havia um proprietário de terras que plantou uma vinha. Colocou uma cerca ao redor dela, cavou um tanque para prensar as uvas e construiu uma torre. Depois arrendou a vinha a alguns lavradores e foi fazer uma viagem. Mateus 21:33, NVI.

Durante os três anos e meio do ministério de Jesus Seus apelos a Israel tornaram-se cada vez mais específicos e urgentes. Suas parábolas anteriores terminaram com um convite, com a porta da esperança ainda aberta para a nação que Jesus tanto amava. É por isso que na história do pai amoroso, comumente chamada de parábola do filho pródigo, o final da história permanece em aberto, com o pai tentando convencer o irmão mais velho a entrar e participar da festa.

Mas na última segunda-feira do ministério de Jesus, ao pronunciar sua última parábola para Israel, as palavras de Jesus foram contundentes. Retomando o tema da canção da vinha existente no livro de Isaías (Isaías 5:1-7), Ele predisse que a ira divina cairia sobre a nação judaica.

O chefe da família, Deus, havia feito provisão completa para Israel – Ele havia feito tudo o que podia para salvá-los. Mas eles desprezaram, espancaram, apedrejaram, e mataram Seus mensageiros. Finalmente, o dono da vinha mandou seu próprio filho: "A meu filho respeitarão", disse para si mesmo (Mateus 21:37). Mas, em vez de respeitá-lo, os maus inquilinos conspiraram para lhe tirar a vida. Eles o prenderam e o mataram.

Jesus contou esta parábola na segunda-feira. Quatro dias mais tarde seria pendurado numa cruz fora dos portões da cidade, e o último ato de loucura seria praticado.

Inevitavelmente, a retribuição divina se seguiria. " ‘Portanto, quando vier o dono da vinha, o que fará àqueles lavradores?’ Responderam eles: ‘Matará de modo horrível esses perversos e arrendará a vinha a outros lavradores, que lhe dêem a sua parte no tempo da colheita’ " (versos 40, 41, NVI).

Entretanto o fracasso de Israel como nação de maneira alguma sugere que o desgosto de Deus repouse sobre qualquer pessoa que tenha nascido judeu. Ao longo dos séculos muitos cristãos têm perseguido aos Judeus, chamando-os de "assassinos de Cristo? Essa atitude é injusta e anti-bíblica. Cada indivíduo prestará contas a Deus por suas próprias ações e não pelas ações de seus antepassados.

Para cada um de nós, mais importante do que o fracasso de Israel é a seguinte questão: Quando o Filho vier a minha vinha buscando por frutos, o que Ele encontrará? E como irei tratá-lo?

ORAÇÃO

Senhor da Colheita, faça de minha vida uma frutífera vinha para a glória do Teu nome.










Autor: William G. Johnsson

MEDITAÇÃO DIÁRIA-MARAVILHOSO JESUS
07 de Outubro
A Fábula dos Dois Filhos

‘Qual dos dois fez a vontade do pai?’ ‘O primeiro’, responderam eles. Jesus lhes disse: "Digo-lhes a verdade: Os publicanos e as prostitutas estão entrando antes de vocês no Reino de Deus." Mateus 21:31, NVI.

"Certo homem tinha dois filhos", disse Jesus, enquanto dialogava com os principais sacerdotes e anciãos. Alterando o cenário da história de Jesus, mas não sua intenção, a história ficaria assim.

"Filho, eu quero que você lave o carro e varra a calçada," diz o Pai ao Primeiro Filho.
"De jeito nenhum! O meu time favorito vai jogar hoje a tarde, e não vou perder esse jogo por nada."

Mas ao estar assistindo o futebol pela TV, o Primeiro Filho começa a pensar em suas palavras. Ele havia sido rude e desobediente, ele havia machucado seu pai. O Primeiro Filho começa a lembrar os anos de amorosa dedicação – os acampamentos, as férias na praia, as orações de seu pai por ele.

De repente, ele dá um salto do sofá e desliga a TV (o jogo estava sem graça mesmo), coloca um calção e uma camiseta e vai fazer a tarefa solicitada.

Encontra o carro ainda sujo e a calçada ainda por varrer e atende a o pedido do Pai.
Duas horas antes, como o primeiro filho havia dito "Não", o Pai pediu ao Segundo Filho para lavar o carro e varrer a calçada.

"Pode deixar comigo, pai", respondeu o Segundo Filho.

Mas o Segundo Filho continuou a ler o jornal de domingo e depois saiu com seus amigos.
"Qual dos dois garotos fez a vontade do pai?" Jesus perguntou ao final da história. A resposta era óbvia – o filho que mais tarde cumpriu a tarefa, lamentando a loucura de seu comportamento anterior.

Jesus agora aplica a história diretamente aos líderes religiosos. Com palavras penetrantes Ele lhes diz: "Os publicanos e as prostitutas estão entrando antes de vocês no Reino de Deus". Estes, os elementos mais desprezados da sociedade, aqueles mais distantes da vontade de Deus, arrependeram-se com a pregação de João e de Jesus. Enquanto isso, aqueles que os desprezavam, envolvidos numa capa de privilégios religiosos, não conseguiram reconhecer que o reino de Deus estava sendo implantado na terra.

Essa história de Jesus também nos alcança com força. Desperta a nossa consciência a respeito de cartas não escritas, promessas não cumpridas, resoluções quebradas, oportunidades desperdiçadas, boas obras negligenciadas. Quão rapidamente dizemos, "Pode deixar comigo", mas quão lentos somos para fazer o que nos dispusemos!

Qual filho fez a vontade do pai? Sem dúvida, o primeiro. Mas há uma maneira ainda melhor de proceder: dizer para Deus "Pode deixar comigo", e depois fazer o que prometemos por Sua graça.

ORAÇÃO

Senhor da tarefa, muito obrigado por contares comigo para a realização dos Teus propósitos neste mundo. Ajuda-me a dizer sim aos Teus convites e a, de fato, realizar o Teu querer em minha vida.

Autor: William G. Johnsson

quarta-feira, 5 de outubro de 2011



Meditação Diária- 17/01/2011

Olhe e viva

O Senhor disse a Moisés: “Faça uma serpente e coloque-a no alto de um poste; quem for mordido e olhar para ela viverá”. Numeros 21:8

Que idéia estúpida! Quem já ouvir falar de um tratamento assim para picada de cobra?  Que benefício poderia advir de olhar para uma serpente de bronze presa a um poste?

Que benefício? Muito! Na verdade, a própria cura. Esta havia sido uma orientação de Deus para a preservação da vida. Israel havia errado, e trouxera sobre si mesmo a praga das serpentes; mas Deus imediatamente providenciou o remédio. Olhe e viva – esta ordem era a essência da cura. Não havia nenhuma outra saída; nenhum soro antiofídico disponível, nenhum hospital de campanha, nenhuma poção mágica para trazer alívio.

 Homens e mulheres à beira da morte podiam encontrar esperança e cura somente por meio da obediência à palavra de Deus.

Parece simples, não? O que poderia ser mais elementar do que olhar e viver. Mas algumas vezes achamos difícil de fazer. Na verdade, tentamos tudo o mais a não ser o jeito ordenado por Deus. Seguimos nossa própria receita de remédio contra picada de cobra, mesmo que não funcione. Não queremos admitir estarmos no fim da linha. Com certeza alguma coisa podemos fazer para obter a vida!

E durante todo o tempo em que estamos tentando provar para nós mesmos que podemos nos safar por nós mesmos, Deus espera. Ele espera, apresentando perante nós a Sua receita: olhe e viva. Ele diz: apenas creia em mim, apenas aceite que eu já providenciei a cura por meio do meu filho Jesus. “Da mesma forma como Moisés levantou a serpente no deserto, assim também é necessário que o Filho do homem seja levantado, para que todo o que nele crer tenha a vida eterna” (João 3:14-15).

Estou eu desesperado o suficiente para seguir exatamente a ordem de Deus? Estou disposto a esquecer todos os meus esforços em busca de cura para a picada da serpente, para simplesmente olhar e viver? Mais do que isso, estou pronto a receber algo sem merecer? Aceito o Homem da cruz como meu Salvador e Senhor?  Ellen White diz muito bem: “Todos os tesouros do amor eterno são dados gratuitamente àquele que está disposto a receber sem merecer, que sente que jamais poderá corresponder a tal amor, que deixa de lado toda a dúvida e descrença e vem a Jesus como uma criança” (carta 19e, 1892).


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ORAÇÃO

Querido Pai celestial, é tão bom saber que Tu já providenciaste a solução para os problemas deste mundo de pecado. Ajuda-me a olhar para Cristo a fim de encontrar salvação e propósito para a minha vida. Amém.

Autor: William G. Johnsson


Síndrome do Irmão do Pródigo


Nós tínhamos que celebrar a volta deste seu irmão e alegrar-nos, porque ele estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi achado. Lucas 15:32

O post-scriptum (P.S.) que às vezes colocamos no fim de uma mensagem indica que estamos colocando alguma informação adicional. Tem efeito ampliador. A parábola do filho pródigo poderia ter terminado com a festa. Mas Jesus deixou para o grupo que O escutava um post-scriptum sobre o irmão mais velho do pródigo.

Afinal, não sejamos tão duros com o filho mais velho. Ele sempre chegava em casa no horário e nunca trouxe problemas para o bom nome da família. Mas um dia, vindo do campo (parece que era viciado em trabalho), ouviu música e sons de festa. Quis saber o que estava acontecendo. Um dos empregados lhe contou: “Seu irmão voltou, seu pai está dando uma festa e matou aquele novilho gordo.”

“Não acredito! Logo o novilho que eu tinha reservado para um almoço com minha equipe de trabalho!” Emoção à flor da pele, ele logo começou a despejar: “Mas que tipo de música estão tocando? Olha só a frivolidade! Será que alguém não vai tomar providências?” Ressentido e com raiva, não entrou. Quando o pai foi convidá-lo, nem o chamou de “pai”. Foi logo disparando: “Olha, eu trabalhei, eu nunca desobedeci, o senhor nunca me deu...”

Ele queria um relacionamento não baseado no amor, mas no trabalho. Mostrou que não perdoava o irmão pelo dinheiro que ele havia esbanjado, nem desculpava o pai pela graça que estava demonstrando para com o pródigo.

Criticamos o filho mais velho, mas quantos de nós temos traços de legalismo, fiapos de justiça própria e vestígios de orgulho pelos projetos que patrocinamos e por aquilo que fazemos. O irmão mais velho do pródigo é uma das melhores demonstrações daqueles que não dão lugar à graça de Deus em sua vida. A resposta do pai para ele foi: “Filho, eu valorizo mais nosso relacionamento do que o seu trabalho. Você tem acesso a todos os meus recursos. O que é meu é seu. Mas seu irmão está voltando, e não tem nada, senão a nós, sua família! Não é razão para celebrar? Sou eu que estou dando a festa. Venha! Você e eu temos que celebrar. Não é a festa do seu irmão, é a minha festa.”

E como termina a parábola? Suspense. Teria ele entrado ou não para a festa?

Deus hoje está pedindo que entremos e celebremos em família, para nos unir e nos regozijar com aqueles que estavam perdidos e foram achados.
 



Terminando Bem sua Peregrinação


Pois conheço Aquele em quem confio. 2 Timóteo 1:12, BV

Ali estava ele acorrentado numa masmorra fria, como se fosse um criminoso comum. Não sabia quanto tempo mais viveria, mas sabia que sua morte estava próxima. Também não sabemos quanto tempo depois de ter escrito a epístola a Timóteo ele foi executado.

Esse é o tipo de carta que você escreveria para seu amigo íntimo, com um nó na garganta. Quem sabe se ele estivesse ditando, mudaria o tom da voz nesse momento. Paulo estava escrevendo a um jovem que o havia acompanhado e o ajudara no ministério. Viajaram e trabalharam juntos, riram e choraram juntos. Quais seriam seus sentimentos e que emoções invadiram-lhe o coração naquele momento?

Numa de suas maiores afirmações de fé, ele disse: “Eu conheço Aquele em quem eu creio. Foi com Ele que me encontrei no caminho para Damasco, mas aqui estou como demonstração do Seu amor e da Sua graça.”

Quando dizemos que conhecemos uma pessoa, são duas as possibilidades: ou a conhecemos por informação ou pessoalmente.

“Ô, José Maria, você conhece o Richard Dawkins?” Posso responder que já li vários artigos sobre ele e sei que é um cientista darwinista. Ou posso dizer: “Sim, eu o conheço. Trabalhamos juntos, viajamos juntos e até acampamos juntos!”

Conhecimento baseado em leitura e informação não é completo. Mesmo no caso de Jesus, o conhecimento baseado em livros e hinos não é completo. Posso ler centenas de livros sobre Jesus, escutar centenas de hinos que falam do Seu amor e do Seu poder, mas Ele continuará sendo uma figura distante para mim.

O conhecimento completo, mesmo, é o conhecimento pessoal. Converso com a pessoa, posso me aproximar dela a qualquer instante, sem medir palavras e sem reservas lhe abrir o coração. Paulo ainda acrescenta: “Timóteo, não apenas isto, mas eu estou absolutamente confiante ‘de que Ele é capaz de guardar em segurança tudo quanto eu Lhe dei, até o dia da Sua volta’ (2Tm 1:12, BV)”. E deixa transparecer em suas palavras que o importante não é quanta fé nós temos, mas em quem está depositada nossa fé. Não é nossa fé que é poderosa, mas o Deus em quem depositamos nossa fé que é poderoso.

“Ao encontrar-se no lugar do martírio, [Paulo] não viu a espada do carrasco nem a terra que tão logo lhe haveria de receber o sangue; olhava, através do calmo céu azul daquele dia de verão, para o trono do Eterno” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 511, 512).

Ele conhecia Aquele em quem tinha depositado a fé.
 


segunda-feira, 3 de outubro de 2011


MEDITAÇÃO





Siló

O cetro não se arredará de Judá, nem o bastão de entre seus pés, até que venha Siló; e a ele obedecerão os povos. Gênesis 49:10

Judá não era o filho mais velho de Jacó; pela lei da descendência o papel da liderança não deveria ter sido dele. Rúbem, o primogênito, era a pessoa que devia ocupar essa posição. Mas Deus não está preso à regras e categorias humanas criadas para designar algumas pessoas como superiores e outras como inferiores. Deus rompe com as barreiras estabelecidas pelo homem de casta, cor, sexo e status a fim de realizar Seus propósitos. Portanto Ele deixou de lado o impetuoso Simão “turbulento como as águas” (Gênesis 49:4 NVI), e designou Judá como a principal tribo de Israel.

Quando Israel quis um rei, Saul, um benjamita, emergiu como o primeiro monarca da nação. O reinado de Saul logo descambou para a desobediência e fracasso. Então Deus escolheu um homem segundo o seu coração (1 Samuel 13:14). Ele escolheu um jovem pastorzinho das colinas de Belém, sem experiência, bronzeado pelo vento e pelo sol, um poeta, e o encheu de coragem despretensiosa – Davi, da tribo de Judá. Assim como o seu ancestral que recebeu a promessa do texto de hoje, Davi não era o filho mais velho em sua família.

Este garotinho pastor veio a se tornar o mais famoso rei de Israel. Poderoso na guerra, forte na paz, o doce cantor do seu povo, tornou-se um rei admirado e amado pela nação, a despeito de seus fracassos pessoais. Para sempre Israel olharia para traz, para a era Davídica, como o auge do seu sucesso.

Eles também olhavam para o futuro, para o novo rei Davídico. Apesar de a nação ter sido levada em cativeiro, eles esperavam que a árvore cortada próxima da raiz pelos inimigos voltasse a florescer. Eles esperavam que do tronco de Jessé saísse um rebento, de suas raízes um Ramo (Isaías 11:1). Devido a essa antiga promessa de um Rei assim, eles viviam com esperança. De Judá, finalmente, se levantará o supremo governante, Siló – “aquele a quem [a nação de Israel] pertence por direito” (Ezequiel 21:27). Não um usurpador, não um político aproveitador, não um general esperto – mas Siló, o verdadeiro Rei de Israel, “e a ele obedecerão os povos.”

Depois de mais de 2.000 anos de espera uma voz foi ouvida: “Aqui estou ... , para fazer, ó Deus, a tua vontade” (Hebreus 10:7). Um novo filho de Davi, um novo descendente de Judá, havia chegado. Num estábulo de Belém o choro de um bebê quebrou o silêncio da noite. Havia chegado Siló, o verdadeiro Rei de Israel, e através dEle as nações seriam levadas a obedecer à Deus.

ORAÇÃO
Querido Jesus, rei de Israel. Mostra-me se existe em mim algum caminho mau e dá-me forças para abandonar o que for preciso a fim de tê-lo como rei da minha vida. Amém.


Autor: William G. Johnsson